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★☆☆☆☆
1/5
Kim Wilde retorna com letras mais maduras, porém, é acompanhada de um instrumental que deixa a desejar. Closer começa com as músicas "Midnight Train" e "Scorpio", que trazem sintetizadores animados e poderiam facilmente ter sido hits ao lado de suas músicas mais famosas dos anos 80, como "Kids in America" e "You Keep Me Hangin' On". Essas duas canções iniciais capturam bem a energia punk e new wave que sempre marcaram a carreira da artista inglesa.
Embora eu não soubesse o que esperar do disco, a impressão inicial estava sendo até positiva, até que as faixas seguintes começaram a perder o brilho. A colaboração com Midge Ure em "Sorrow Replaced" tenta criar um ambiente profundo e emocionante, mas acaba falhando, resultando em um rock sem graça. Logo depois, temos a melancólica "Lighthouse", que cria um clima melodramático. Liricamente, a canção é interessante, pois utiliza metáforas para refletir sobre os rumos da vida após um período difícil. Entretanto, o instrumental e a melodia são facilmente esquecíveis.
Além disso, "Love Is Love", a próxima faixa, é uma canção dançante, mas soa como uma música genérica de boate europeia, sem qualquer inovação. O restante do álbum segue a mesma linha de desinteresse, o que desmotiva ainda mais a continuar falando sobre ele. Eu só queria que o disco acabasse logo.
Ouvir Closer foi, de fato, uma experiência impressionante, mas de forma negativa. Kim Wilde, que iniciou sua carreira no topo, parece ter despencado rapidamente após a terceira faixa. É realmente uma pena, pois suas boas letras foram ofuscadas por um som fraco e tedioso.
Selo: Cherry Red
Formato: LP
Gênero: Pop / Pop Rock