Crítica | MUTT


★★★☆☆
3/5

Obsessão deveria ser a palavra que define MUTT, segundo álbum de Leon Thomas. Com vocais melódicos e uma instrumentação impecável que se desdobra em camadas vulneráveis, o projeto entrega uma experiência sonora intensa, destacando esses detalhes especialmente em “SAFE PLACE” e “DANCING WITH DEMONS”, em que a introspecção é traduzida em melodias envolventes.

Este álbum reflete um avanço significativo em sua evolução artística, evidenciado por composições mais maduras e produções sofisticadas. Equilibrando vulnerabilidade e confiança, Leon Thomas incorpora elementos do hip hop e do neo-soul de maneira orgânica, aproximando-se da estética de artistas como Brent Faiyaz e 6LACK​.

Com participações potentes como Masego e Ty Dolla $ign, o disco ganha ainda mais significado, partindo de texturas e elementos que enriquecem sua sonoridade. Cada colaboração adiciona novas camadas, e, apesar de suas particularidades, todas convergem de forma harmoniosa.

A faixa-título “MUTT” se destaca pelo seu refrão pragmático: “She said, Take your time, what 's the rush? / I said, Baby, I'm a dog, I'm a mutt", e por uma abordagem poética que fala sobre amor e autodescoberta. A canção combina o lirismo com uma harmonia envolvente, consolidando uma estética emocional que fortalece ainda mais sua presença na cena do R&B contemporâneo, provando que Leon trilha um caminho sutil e autêntico com sua musicalidade.

Selo: Ezmny Records
Formato: LP
Gênero: Hip Hop / R&B, Soul
Viviane Costa

Graduanda em Jornalismo, apaixonada por Música, Arte e Cultura. Integra a curadoria de Rap e Hip Hop do Aquele Tuim.

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